quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Modelo indica áreas atingidas pelo rompimento da barragem da Samarco

Para verificar a trajetória da lama provocada pelo rompimento das barragens do Fundão, em Mariana (MG), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) analisou imagens de satélites com o auxílio do HAND – um modelo digital de terreno que pode mapear áreas de risco e de vulnerabilidade a desastres naturais. Desenvolvido no INPE, o HAND considera a direção local de fluxo para representar o caminho da água no terreno até a drenagem mais próxima. 

Os valores do modelo estão relacionados à profundidade do lençol freático e podem ser aplicados para inferir a variação de tipos de vegetação e a vulnerabilidade à inundação, entre outras aplicações. Imagem do satélite americano Landsat-8 obtida no dia 12 de novembro mostra alteração na reflectância das áreas atingidas pelo material liberado pela barragem. Para a análise comparativa, foi utilizada uma imagem gravada no dia 5 de outubro pelo satélite sino-brasileiro CBERS-4 (em fase de comissionamento). As imagens do CBERS-4 e do Landsat-8 foram processadas no SPRING, sistema de informações geográficas do INPE, e o modelo do HAND exportado em formato GeoTIFF pelo TerraHidro, software também desenvolvido no Instituto. Confira abaixo os resultados.

Antes
Antes imagem Cbers Modelo indica áreas atingidas pelo acidente em Minas Gerais
Imagem do satélite CBERS-4 do dia 5 de outubro. Sobre esta imagem, o HAND está representado por curvas de nível a cada 5 metros (5 metros-vermelho; 10m-amarelo; 15m-laranja; 20m-verde; 25m-azul; e 30m-ciano).

Depois
Depois Imagem Landsat Modelo indica áreas atingidas pelo acidente em Minas Gerais
Imagem do satélite Landsat-8 do dia 12 de novembro. Pode-se observar que nos locais próximos à barragem e sobre o distrito de Bento Rodrigues os rejeitos (em tons avermelhados) atingiram áreas localizadas entre as curvas de nível de 15 e 20 metros. O modelo HAND sobre um SRTM de 1 arcosegundo indica áreas que podem ser atingidas por eventos similares.

Fonte: Inpe


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